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12 fevereiro 2024

Os filhos do quarto...


 Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Terapeuta tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam

16 maio 2022

Cuidem das pessoas...

 Um dia após o meu suicídio, eu me

apaixonei pelo meu marido ao vê-lo chorando no chão do meu quarto, abraçando minha camiseta suja de sangue
com minhas fotos espalhadas ao seu redor. Eu vi tanto amor em seus olhos!
Um dia após o meu suicídio, eu senti o quanto meus pais me amavam, por mais que muitas vezes eles fossem
durões. Em meio a tanta tristeza, eles falavam com os olhos cheios de lágrimas o quanto sentiam orgulho de mim
e o quanto eu era sensível com o próximo! Um dia após o meu suicídio, vi que o Zé Bob (meu cachorro) era mais incrível do que eu podia imaginar. Toda vez que alguém saia do elevador, ele corria para a porta esperando por mim e, ao ver que não era eu, ele deitava na frente da porta e continuava a me esperar!
Um dia após o meu suicídio, eu me encantei
pelos meus irmãos ao vê-los sentados na sala com os olhos cheios de lágrimas. Eles lembravam das vezes em que brincávamos na nossa linda infância... Que época boa!
Um dia após o meu suicídio, eu senti o quanto era querida e amada por aquele grande amigo. Ele estava olhando
nossas fotos juntos, e lembrando de todos os nossos momentos! Ele chorava por não ter me encontrado todas vezes que insisti.
Um dia após o meu suicídio, senti que era importante para muitos amigos. Eles estavam se culpando por não terem
feito nada. Já de noite, fui até o necrotério encontrar o meu corpo. Aquilo me incomodou. Olhei para mim e disse:
Tantos sonhos que tínhamos. Tantos amores. Tanta gente para conhecer. Você tinha pessoas que te amavam e mesmo assim, jogou tudo para o alto.
Graças a Deus, isso foi só um sonho. Você pode ler isso!
Você ainda está aqui e pode mudar a sua vida para sempre.
Ela não é tão ruim como parece. Existem pessoas que te amam, que te querem por perto! Dê mais uma chance para a vida e as pessoas que estão ao seu lado. Existe cura para a dor, se abra com alguém. Você já
superou tantas coisas, tente mais uma!
Saiba que você não está sozinho (a)! Procure um profissional que possa ajudar você. VAI FICAR TUDO BEM!!! Texto de Natália Cavalcanti.